15 de outubro de 2009

Minha vida de cachorros… A continuação…

Arquivado em: Novelas — Tags: — Roberta Sudbrack @ 10:16

Nossa! Estou há dias empurrando a carrocinha na tentativa de chegar até aqui para terminar de contar a história. Mas de repente entendi que essa história não tem fim. A minha vida é a continuação. Talvez por isso mesmo o cachorro quente esteja sempre me rodeando. Outro dia foi no MAM, passamos quatro dias por lá vendendo o SudDog. Foi uma experiência engraçada e cansativa, mas prazerosa.

Naquele tempo, lá atrás, com a carrocinha e o molho da avó Iracema, a coisa foi bem mais complicada. De qualquer maneira não gosto de ficar batendo nas teclas duras da vida. Prefiro as macias. Foi uma experiência dolorosa, mas os calos hoje nos ajudam a viver mais intensamente todas as coisas boas que conquistamos de lá para cá.

Minha avó foi uma guerreira naquela época. Preparava diariamente o molho de tomate que seria servido à noite. Descascava, cortava e refogava sozinha uma caixa daquelas de 30kgs de tomate diariamente. A casa só cheirava a isso. Dia após dia. À tarde me ajudava a carregar as caixas até o carro e de madrugada estava lá acordada me esperando. Hoje, lembro disso tudo com alegria. Não vejo porque encarar de outra maneira. Fácil não foi. Mas valeu.

Semana passada eu e a equipe da casinha laranja à beira do canal ficamos radiantes com a conquista do prêmio de melhor restaurante de alta gastronomia pela Revista Veja. Como sempre faço, assim que recebi o prêmio corri para o restaurante para entregá-lo à minha equipe e abraçar um a um. Normalmente depois disso, levo o prêmio para a casa, para que a minha avó possa ver também. Mas nesse dia estávamos tão felizes que acabei deixando na cozinha. Não tive coragem de tirar das mãos deles.

No outro dia quando acordei fui contar a novidade para a minha avó, como sempre ela se emocionou e disse: “Puxa, isso não é pouca coisa! E quanta coisa você já passou para chegar até aqui.” Me desculpei por não ter trazido o prêmio dessa vez para que ela pudesse ver e ela me respondeu: “Se todo o mal do mundo fosse esse…”

Pois é, to be continue…sempre!

Até!

8 de outubro de 2009

Minha vida de cachorros…o meio.

Arquivado em: Novelas — Tags: — Roberta Sudbrack @ 11:15

Carrocinha em mãos era hora de pensar nos ingredientes. Enlouqueci um padeiro em busca do pão perfeito. Depois de semanas de testes, ele já não aguentava mais me ver. Depois de muito conversar e ponderar, ele já exausto me disse: “Eu não entendo, esse pão serve para todo mundo! Porque para a senhora não?” No dia em que conseguiu chegar a um resultado que lhe pareceu estar perto do que eu gostaria, ele esperou por mim na padaria na hora marcada com um cesto de pães quentinhos e um sorriso no rosto. Aparentemente fiz uma boa ação, ele descobriu que, mais do que um simples padeiro, era um artesão. Ficamos amigos.

Primeira etapa solucionada, ainda faltava o miolo da coisa: a salsicha. Rodei todos os frigoríficos de Brasília e arredores. Era um entra e sai de câmeras frigoríficas, prova salsicha crua, salsicha cozida, salsicha fervida, salsicha assada, e nada. Fui descobrir a escolhida lá pelas bandas do Rio Grande do Sul depois de muita procura e exigências feitas ao açougueiro.  Pão e salsicha na mão era hora de acionar o molho de família da avó Iracema!

To be continue…

Até!

1 de outubro de 2009

Minha vida de cachorros…

Arquivado em: Novelas — Tags: — Roberta Sudbrack @ 15:33

Mais uma novela! Essa tem início há mais de quinze anos numa Brasília que ainda respirava rock and roll embalada por Legião Urbana, Capital Inicial e Finis Africae. Alguém se lembra do Finis Africae? Eu que não vivo sem música levava comigo um pequeno gravador, sim, era a época dos cassetes! Como era romântico gravar cassetes. E como era romântico ganhar um cassete!  Romance na certa.

Época de escola, encontros da juventude, farra no Colégio Santa Dorotéia e de handebol… Mas no meio de toda essa farra a vida me pregou uma peça e lá fui eu me virar. Resolvi vender cachorro quente, muito provavelmente sob forte inspiração americana. Naquele tempo a gente ainda se referenciava lá para algumas coisas. Hoje não sobrou nada. Enfim, precisava, antes de mais nada, de uma carrocinha. Elementar meu caro Watson.

“Muito bem”, me disse o artesão de carrocinhas: “custa tanto”. Olhei para a cara dele e comecei a rir de nervoso. Ele me perguntou: “O que foi você não tem todo o dinheiro? Posso facilitar uma parte.” Respondi de pronto: “Eu não tenho nenhuma parte!” Agora quem ria compulsivamente era ele. A cena ficou tensa…

To be continue…

Até!

Ps: Por falar em cachorro quente de 2 a 4 de outubro a SudEquipe estará no MAM preparando o SudDog! Não percam…edição limitada!

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