16 de setembro de 2009

A emoção do Twitter…

Filed under: Cotidiano — Tags:, , — Roberta Sudbrack @ 17:28

Outro dia contei aqui no blog que ainda estava engatinhando no Twitter. Realmente quem cai lá, seja quem já ouviu falar alguma coisa, seja quem não ouviu falar nada, fica zonzo. Olha para cima, olha para o lado, olha para baixo e não vê ninguém. Fala baixinho: “Oi…” Mais alto, quem sabe funcione: “Oiiiieeee!” Não funcionando a gente começa a imaginar que deve se comunicar em inglês, caso contrário ninguém irá nos ouvir: “Hello…” “Anyboody home?” E nada.

Assim a gente fica durante alguns dias, totalmente perdido e sem entender nada. Mas de repente alguma conexão se cria. Pessoas começam a pipocar de lá. De cá. Gente interessante começa a aparecer na sua frente respondendo àquele oi tímido que você disse lá atrás. E coisas começam a acontecer. Encontros, reencontros, troca de ideias, de opinião, acontecimentos interessantes e sobretudo, uma energia boa começa a fluir naquilo que passa a ser o seu lar dentro daquele universo, para os leigos: a sua página. Você diz alguma coisa e em instante aquilo está circulando por zilhões de caminhos, que podem levar a milhões de oportunidades e trilhões de possibilidades.

A comunicação é muito rápida. Tudo tem que ficar claro em 140 caracteres! A princípio a gente acha uma loucura, mas depois entende que não é necessário muito mais do que isso para se fazer entender. E até quem não é muito chegado a altas tecnologias, fornos combinados e termocirculares, consegue estabelecer uma comunicação rápida e precisa, meu caso. Eu só tenho tido boas impressões do Twitter. Mais do que isso, tenho adorado twittar! E como não poderia deixar de ser, tenho me emocionado com essa ferramenta. Bom, isso já era de se esperar de alguém que não suporta viver sem emoções…

Em pouco mais de um mês de twittadas, muita coisa bacana aconteceu. Como não daria para falar de todas elas, vou me ater só aos acontecimentos de hoje. Logo pela manhã recebi uma caixinha do correio, e olha que o pessoal lá do Twitter nem tem todo esse conhecimento a meu respeito para saber o quanto adoro receber caixinhas dos correios.

Rasguei o papel que cobria a caixinha com aquela ansiedade infantil e a encontrei, cuidadosamente embalada em papel de seda branco e barbante. Honestamente não tem nada que me emocione mais do que embrulhos com barbante. Acho tão humano, tão coisa de gente… Lá dentro encontrei um pano de prato – também adoro – que embrulhava com todo o cuidado dois saquinhos de flor de sal de Noirmoutier, um origami e um bilhetinho que explicava o porquê da intromissão. Intromissão? Isso é uma declaração de amor! E declarações de amor não se apresentam, simplesmente ocupam o lugar que é seu!

Como se não bastasse ainda recebi de bandeja o link para essa fábula dos tempos modernos:

E ainda tem gente que cisma em afirmar que esse tipo de ferramenta não tem envolvimento…

Até!

Powered by WordPress