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	<title> &#187; Forno combinado</title>
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		<title>O Twitter e o forno combinado&#8230;parte II</title>
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		<pubDate>Thu, 20 Aug 2009 21:12:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Sudbrack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Forno combinado]]></category>

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		<description><![CDATA[Então rumei até o hotel conversando com o simpático representante. O cara era simpático mesmo, tanto assim que, apesar do desenrolar da história eu ainda me lembro dele. Cheguei ao hotel e também fui extremamente bem recebida. Tive a sensação de que eles até poderiam estar me confundindo com algum “Chefe” de Estado, já que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Então rumei até o hotel conversando com o simpático representante. O cara era simpático mesmo, tanto assim que, apesar do desenrolar da história eu ainda me lembro dele. Cheguei ao hotel e também fui extremamente bem recebida. Tive a sensação de que eles até poderiam estar me confundindo com algum “Chefe” de Estado, já que eu vinha do Palácio da Alvorada, mas fiquei bem quietinha.</p>
<p>Muito simpática a recepção, muitos sorrisos, gente cumprimentando, gerentes de A&#038;B recepcionando. Cafezinhos, bolinhos e petit fours à vontade. Uma festa, acho até que ouvi uma bandinha de música ao longe! Depois da visita a todos os setores da cozinha: padaria, açougue, cozinha de banquete, room service, cozinha fria, cozinha quente, ufa! Cumprido todo o cerimonial, fui finalmente apresentada ao Chef, que era o único ser habitante daquela cozinha com brevê e autorização para pilotar o tal forno combinado.</p>
<p>Apresentações, algumas trocas de elogios e outras palavras depois, fomos caminhando até a sala climatizada especialmente construída para abrigar o tal forno. Não me lembro bem, mas tenho a sensação de que a porta era toda blindada e foi aberta por uma chave que chegou dentro de uma mala preta, trazida por um ajudante de ordens que foi acionado através de botão vermelho&#8230; Brincadeira! Agora viajei, estou me achando escritora!</p>
<p>Dentro da sala fomos acomodados em cadeiras confortáveis que haviam sido colocadas ali especialmente para esse momento. O Chef então vestiu uma luva de plástico – nunca entendi essa bobagem de luva de plástico na cozinha, em tempo do pobre do cozinheiro se queimar todo! – e com movimentos muito suaves começou apertar aquele monte de botões à sua frente.</p>
<p>Em seguida começou a descrever todas as possibilidades de cocção e as ferramentas disponíveis no tal forno combinado. Mostrou o cozimento no vapor, a temperatura controlada, a possibilidade de fritar sem usar gordura, o reaquecimento e a regeneração. Op´s! Levantei o braço como se faz na escola e perguntei: “Desculpe, o que foi que o Senhor disse?” “Regeneração”, ele respondeu calmamente. A Senhora conhece os benefícios da regeneração não conhece?</p>
<p>Ajeitei-me na cadeira e resolvi marcar a minha posição sem ser mal educada, afinal naquele momento todos me olhavam e avaliavam as minhas reações. Engoli a seco e disse: “É, já ouvi falar, mas confesso que não faz parte do meu vocabulário. Enfim, vamos adiante.” Aperta botão daqui, aperta botão dali. Abre porta, fecha porta. Entra cenoura, sai objeto não identificado. Injeta vapor, retira vapor. Entra camarão fresco, sai camarão seco. E por aí vai. </p>
<p>A apresentação estava chegando ao fim, o Chef retira as luvas ritualisticamente, enche o peito de orgulho e diz: “Chef, com todo o respeito, os seus problemas acabaram!” Olhei perplexa e pensei, será que é agora que eles vão me agarrar e empacotar para demonstrar o cozimento a vácuo? Dei um sorriso meio amarelo e aguardei o final da frase. “Todos os seus problemas acabaram Chef, a partir de agora a Senhora não precisa fazer mais nada, o forno fará tudo pela Senhora!” E sorriu. Fim da apresentação. Fim da minha paciência. Agradeci, virei de costas para o forno e saí correndo pela esplanada dos ministérios!  Chegando a cozinha me ajoelhei em frente ao velho dinossauro de lastro e disse: “obrigada por me deixar fazer alguma coisa!” </p>
<p>Mas o que tem essa história a ver com o twitter?  A verdade é que depois de uns quinze dias freqüentando o twitter e aumentando significativamente o número de pessoas que me seguem, comecei a achar que finalmente estava dominando aquela ferramenta. Ficava feliz da vida quando as pessoas diziam: “A Sudbrack está bombando no twitter, precisa ver!” Então, um dia dei de cara com uma palavra estranhíssima: retwitter! Resolvi perguntar o que era e apareceram outras duas: tweetdeck, encurtador de link! Depois de algumas explicações extremamente simpáticas, descobri que para “twittar” existem mil programas super turbinados que te possibilitam fazer barbaridades! E eu lá só com o meu teclado! Sem forno combinado!</p>
<p>Mas se quiserem me seguir assim mesmo: <a href="https://twitter.com/robertasudbrack">https://twitter.com/robertasudbrack</a>, eu garanto que com um teclado e um forninho seco a gente também pode se divertir muito!</p>
<p>Até!</p>
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