É sempre a mesma história, o final do ano começa a se aproximar, nessa etapa do caminho a gente já está mais para lá do que para cá, mas tudo resolve acontecer ao mesmo tempo. É também nessa hora que os motores começam a falhar. Meu subchef teve que entrar de férias, forçadas, porque já não conseguia dizer coisa com coisa. Vira e mexe vejo alguém quase fraquejando e lá vou eu levantar a moral da tropa. É sempre um momento muito intenso, de emoções sem fim à exaustão. Imaginem a nossa situação psicológica com sucessão de acontecimentos como os que tivemos nas últimas semanas…
Ganhar dois dos prêmios mais importantes da gastronomia brasileira: Chef do ano, pelo guia 4 rodas e melhor restaurante de alta gastronomia, pela Veja Rio.
Receber a diva do cinema Jeanne Moureau, assistir a nossa comida emocioná-la a ponto de ver lágrimas nos seus olhos quando foi visitar a cozinha. E confessar que aquele era um dos lugares mais sagrados do mundo para ela, pois o seu pai a vida inteira teve restaurante. Não bastasse isso, dias depois chego ao restaurante e encontro uma cartinha escrita por ela de próprio punho…
Ver os meus pratos finalmente serem fotografados pelas lentes de Nana Moraes num ensaio emocionante.
Cozinhar com as cozinheiras das comunidades da Cidade Alta e do Cordovil no simpósio Rio que cidade é essa? Que aconteceu na UFRJ http://eaturl.info/rg6n Energia boa concentrada. A emoção da doação não tem igual…
Ter a honra, o privilégio e a alegria de preparar o jantar de comemoração dos 80 anos de Fernanda Montenegro…não há o que dizer.
Chego ao fim do post exaurida, mas me lembro que hoje a casa está cheia e ainda tenho muito a fazer! Coisa de louco essa vida de cozinheiro…
Até!