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	<title> &#187; Facebook</title>
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		<title>Eu sou um outro&#8230;</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Dec 2009 20:34:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Sudbrack</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Rimbaud ficaria surpreso em saber o quanto a sua poesia é atual. Hoje em dia aparentemente ninguém é mais ninguém. Eu adoro internet, guardadas as proporções. Nunca entrei num chat, por exemplo, acho literalmente uma chatice! Também tenho horror de MSN. Certa vez por insistência do pessoal que trabalha comigo no backstage, instalei no meu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rimbaud ficaria surpreso em saber o quanto a sua poesia é atual. Hoje em dia aparentemente ninguém é mais ninguém. Eu adoro internet, guardadas as proporções. Nunca entrei num chat, por exemplo, acho literalmente uma chatice! Também tenho horror de MSN. Certa vez por insistência do pessoal que trabalha comigo no backstage, instalei no meu computador. Na primeira hora falei tranquilamente com um, depois com outro. De repente surgiu um assunto urgente e todo mundo começou a falar ao mesmo tempo. Uma neurose coletiva! Saí e nunca mais voltei.</p>
<p>Apesar disso me dou muito bem com e-mail, acho uma comunicação afetiva inclusive. Adoro blogs. Me relaciono bem com o Facebook e o Twitter, meu vício. Outro dia até li que sou uma das Chefs mais antenadas com a comunicação moderna. Quem diria! Eu que nem forno combinado uso&#8230; Mas tem uma coisa que me aborrece e muito. Gente que finge ser quem não é sem a mesma poesia de Rimbaud!</p>
<p>Outro dia descobri que o Veríssimo no twitter não é o Veríssimo! O Heston Blumenthal não era o Heston Blumenthal, mas um chato sem igual. Esse dava até para sacar que não era quem dizia ser. Mas o Veríssimo! Sabe aqueles caras que você tem orgulho de seguir? O Veríssimo fazia parte dessa lista. A Calcanhotto eu não sei se é a Calcanhotto! Mandei um e-mail para ela perguntando: “É você ou qualquer coisa de intermédio?” Outro dia disseram que eu não era eu! Que era impossível cozinhar e twittar como eu twitto&#8230;Só me faltava essa, agora nem sei mais. Será que eu sou um outro?</p>
<p>Até!</p>
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		<title>A emoção do Twitter&#8230;</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Sep 2009 20:28:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Sudbrack</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Outro dia contei aqui no blog que ainda estava engatinhando no Twitter. Realmente quem cai lá, seja quem já ouviu falar alguma coisa, seja quem não ouviu falar nada, fica zonzo. Olha para cima, olha para o lado, olha para baixo e não vê ninguém. Fala baixinho: “Oi&#8230;” Mais alto, quem sabe funcione: “Oiiiieeee!” Não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outro dia contei aqui no blog que ainda estava engatinhando no Twitter. Realmente quem cai lá, seja quem já ouviu falar alguma coisa, seja quem não ouviu falar nada, fica zonzo. Olha para cima, olha para o lado, olha para baixo e não vê ninguém. Fala baixinho: “Oi&#8230;” Mais alto, quem sabe funcione: “Oiiiieeee!” Não funcionando a gente começa a imaginar que deve se comunicar em inglês, caso contrário ninguém irá nos ouvir: “Hello&#8230;” “Anyboody home?” E nada.</p>
<p>Assim a gente fica durante alguns dias, totalmente perdido e sem entender nada. Mas de repente alguma conexão se cria. Pessoas começam a pipocar de lá. De cá. Gente interessante começa a aparecer na sua frente respondendo àquele oi tímido que você disse lá atrás. E coisas começam a acontecer. Encontros, reencontros, troca de ideias, de opinião, acontecimentos interessantes e sobretudo, uma energia boa começa a fluir naquilo que passa a ser o seu lar dentro daquele universo, para os leigos: a sua página. Você diz alguma coisa e em instante aquilo está circulando por zilhões de caminhos, que podem levar a milhões de oportunidades e trilhões de possibilidades. </p>
<p>A comunicação é muito rápida. Tudo tem que ficar claro em 140 caracteres! A princípio a gente acha uma loucura, mas depois entende que não é necessário muito mais do que isso para se fazer entender. E até quem não é muito chegado a altas tecnologias, fornos combinados e termocirculares, consegue estabelecer uma comunicação rápida e precisa, meu caso. Eu só tenho tido boas impressões do Twitter. Mais do que isso, tenho adorado twittar! E como não poderia deixar de ser, tenho me emocionado com essa ferramenta. Bom, isso já era de se esperar de alguém que não suporta viver sem emoções&#8230;</p>
<p>Em pouco mais de um mês de twittadas, muita coisa bacana aconteceu. Como não daria para falar de todas elas, vou me ater só aos acontecimentos de hoje. Logo pela manhã recebi uma caixinha do correio, e olha que o pessoal lá do Twitter nem tem todo esse conhecimento a meu respeito para saber o quanto adoro receber caixinhas dos correios. </p>
<p>Rasguei o papel que cobria a caixinha com aquela ansiedade infantil e a encontrei, cuidadosamente embalada em papel de seda branco e barbante. Honestamente não tem nada que me emocione mais do que embrulhos com barbante. Acho tão humano, tão coisa de gente&#8230; Lá dentro encontrei um pano de prato &#8211; também adoro &#8211; que embrulhava com todo o cuidado dois saquinhos de flor de sal de Noirmoutier, um origami e um bilhetinho que explicava o porquê da intromissão. Intromissão? Isso é uma declaração de amor! E declarações de amor não se apresentam, simplesmente ocupam o  lugar que é seu!</p>
<p>Como se não bastasse ainda recebi de bandeja o link para essa fábula dos tempos modernos:</p>
<p><object width="450" height="340"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/7EYAUazLI9k&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/7EYAUazLI9k&#038;hl=pt-br&#038;fs=1&#038;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="450" height="340"></embed></object></p>
<p>E ainda tem gente que cisma em afirmar que esse tipo de ferramenta não tem envolvimento&#8230;</p>
<p>Até!</p>
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