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	<title> &#187; cachorro quente</title>
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		<title>A batalha</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Jul 2009 21:01:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Roberta Sudbrack</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Brasília]]></category>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Batalhar é palavra que deveria ser considerada brasileira. Não há brasileiro que não conheça o seu real e genuíno significado. Não é todo mundo que sabe, mas já vendi cachorro quente numa carrocinha pelas ruas de Brasília. Não vou dizer que foram tempos glamorosos ou que fazem parte de um conto de fadas. Nada disso, foi uma pauleira desgraçada. Uma batalha diária. Passei anos sem poder enxergar ou sentir o cheiro de cachorro quente. Hoje em dia troco muita iguaria, por um bem preparado, com o molho de tomates da minha avó de preferência. Que, aliás, foi quem preparou religiosamente, todos os dias, o molho do “Canil quente &#038; Cia”, nome da minha carrocinha!</p>
<p>O curioso é que, ao contrário do que muitos possam imaginar, a batalha continua. Alguns degraus foram deixados para trás, sempre inundados de suor, mas foram. Outros ainda me olham de cima e nem sempre tenho muita certeza se estão sorrindo à minha espera, ou rindo da minha cara. Tem horas que bate o cansaço. Os olhos inevitavelmente ficam mareados. As pernas ficam bambas e a gente chega a duvidar se terá forças para encarar mais degraus. Ou pelo menos atingir alguns para tirar a dúvida se os pestinhas estavam rindo ou sorrindo para nós.</p>
<p>Quantos degraus ainda restarão pela frente? Muitos. Infinitos. Eles simplesmente não terminam. Deve ser porque os sonhos sem eles são reduzidos a simples utopias. E isso os sonhadores não admitem.</p>
<p>Até!</p>
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