Arquivo de setembro de 2009

Apertem os cintos…e twittes mais…

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Eu adoro viajar, ponto. Mas detesto avião, ponto de exclamação! Fácil conciliar essas duas características do meu ser não é, mas eu me viro. Particularmente detesto quando aquele aviso miserável de apertar cintos começa a piscar. Boa coisa não vem pela frente! Às vezes passa rápido, noutras a turbulência é grande. Não tem como prever, mas eu sempre acredito que os bons pilotos tentam de alguma maneira minimizar esse nosso sofrimento driblando umas nuvenzinhas.

Como ando twittando muito ultimamente, tenho me utilizado dessa expressão: “Senhoras e Senhores, por favor, retornem aos seus assentos e apertem o cinto de segurança, passaremos por uma zona de instabilidade” , para demonstrar os momentos em que as coisas não vão exatamente como a gente gostaria. Passar para quem está do outro lado da tela, a adrenalina e a emoção da cozinha, sem fotos, filmes ou ilustrações, mas tão somente com a ajuda de um teclado que muitas vezes é mínimo – o do telefone! – não é das tarefas mais fáceis.

Ainda assim acho que não ando me saindo tão mal, não porque tenha o dom da escrita, mas porque amo muito o meu trabalho. Sendo assim fica natural. Isso vale para tudo na vida. Ser natural, desde os ingredientes até a flor de sal, é o que conta! Vai aí então em primeira mão o logo da nossa campanha gentilmente criado e cedido pelo Norton Gomes da Liga Design www.ligadesign.com.br , meu querido amigo que reencontrei via twitter e que como tantos que hoje me seguem lá, resolveu aderir a esse meu grito de guerra:

flordesal

Até!

Mais notícias sobre a nossa campanha:

http://www.tinyurl.com/boavida

http://bit.ly/cgetp

No meio do caminho…

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Estou me preparando há dias para escrever esse post. No meio do caminho, não bastassem todas as emoções que ainda estou digerindo, veio a conquista do prêmio de Chef do Ano do Brasil pelo Guia 4 Rodas http://bit.ly/110IxE. Para falar a verdade as emoções ainda estão muito concentradas. Nada ficou no lugar, como diria a Calcanhotto.

Eu sempre fui fascinada pela Pina Bausch. A linguagem dela sempre me encantou. Nunca soube muito sobre ela, não sabia como era fisicamente, não imaginava a sua figura, não sabia do que gostava. Simplesmente me entregava ao seu balé. Vivia o mais intensamente possível a emoção e a oportunidade de assisti-la onde quer que eu estivesse. Perder uma apresentação de Pina Bausch? Sempre pareceu um sacrilégio. Algo que ninguém tinha o direito de fazer. Cheguei assistir a Cia Pina Bausch, em Paris, atrás de uma pilastra gigantesca, no pior lugar do teatro. Era o que tinha sobrado. Não me arrependo. E como é bom não se arrepender de nada nessa vida.

Um dia comentando com a Bia Lessa sobre esse meu fascínio pela Pina, vi seus olhinhos se iluminarem e com a alegria de uma criança ela me disse: “Somos amigas! Vou dar um jeito de você cozinhar para ela. Vai ser sensacional! Ela vai adorar!” E assim ficou acertado, Pina viria ao Brasil em Setembro e eu iria a São Paulo para preparar um jantar para ela e sua trupe. Uma alegria infantil também tomou conta de mim. Só pensava nisso.

O curioso é que nem assim me interessei em saber como ela era, quais eram os seus gostos, que cara tinha. Não julguei necessário, sei lá, acreditei que o melhor seria manter esse mistério até o fim. Inspiraria-me nos seus movimentos, na sua densidade, sua delicadeza e na sua força para criar o menu. Não precisava conhecer a Pina antes de cozinhar para a Pina.

No meio desse turbilhão de emoção e expectativa, Bia me ligou para propor que eu fosse a Wuppertal, na Alemanha, já que estaria na Europa em junho. Ela ligaria para a Pina e acertaria tudo, eu poderia ver a Cia Pina Bausch em casa! Procurei passagem e tentei encaixar essa aventura deliciosa na minha agenda. Não consegui. Liguei para a Bia e disse: “Não tem problema, ela vem em Setembro e vai ser lindo.” Bia, que nunca desiste de nada, me disse para pelo menos não deixar de ir ao restaurante preferido da Pina em Paris, um pequeno bistrô atrás do Centre George Pompidou, chamado Le Hangar. No meu último dia em Paris fui almoçar lá e respirei Pina por todos os lados. Uma emoção estranha, coisa de quem já se conhece. Senti-me muito mais próxima dela através do ambiente, da comida, do vinho. Sentia-me até confortável em chamá-la de Pina, como só os amigos falavam. Brindamos a ela!

Voltei ao Brasil alguns dias antes da morte de Pina. Não acreditava. Liguei para a Bia, chorei com ela ao telefone. Fiquei perplexa. Apesar de tão distante, tudo agora parecia tão perto. Pela primeira vez vi uma foto de Pina Bausch e ela me pareceu familiar, como se a conhecesse há anos. Uma emoção muito estranha, muito visceral e complexa como alguns de seus espetáculos.

Setembro chegou e no domingo embarquei para São Paulo para ir ao encontro de Pina Bausch. Estava nervosa, emocionada, amedrontada. Tudo parecia tão íntimo, tão difícil e ao mesmo tempo tão natural. Um grupo enorme e amoroso viajou para São Paulo para estar mais próximo dela. Assistiríamos o ensaio geral, seria a primeira vez que a Cia dançaria Cafe Muller sem ela. Estávamos todos muito tocados, envolvidos, imersos naquele sofrimento agora tão nosso também.

Foi lindo. Difícil e perturbador. A angústia estava inegavelmente presente nos olhares, nos gestos e nos movimentos dos bailarinos. Apesar disso a entrega era tão intensa e visceral que tecnicamente tudo estava como deveria estar. Mas não estava. Ela não estava. Lembrei-me imediatamente da minha equipe. Das nossas longas jornadas e da dificuldade que eu tenho em deixar a cozinha por uma só noite. No envolvimento, nos detalhes. No nosso sofrimento. Quando há entrega é impossível não sofrer. Lembrei das pessoas que já trabalharam ao meu lado, algumas com as quais eu me envolvi profundamente e que hoje já não estão mais lá. Lembrei da minha obsessão pela precisão. Da minha loucura concentrada e aturada por aquelas pessoas que dão tudo de si diariamente para expressá-la. Da minha luta pela constância nas execuções, nos movimentos. Tudo aquilo parecia tão próximo agora, tão intimamente familiar era essa luta travada diariamente entre a emoção e a emoção.

No meio desse caminho revolto e coalhado de emoções, veio o prêmio. O que pensar? O que dizer? Onde encaixar esse sentimento agora? Cheguei ao Rio e corri para a minha cozinha. Larguei a mochila na escada e subi só com o prêmio nas mãos. Entrei na cozinha e disse: “Mandaram entregar isso para vocês”. Sempre dividimos. Agora era hora de doar. Afinal, o meu caminho sem eles não teria chegado ao meio. Esse meio intenso e desconcertante, onde perdi e reencontrei Pina… E a partir de onde ainda há tanto para viver, sofrer e caminhar.

Até!

Cozinha Feliz…

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Estamos muito felizes! Hoje só queremos dizer isso… Para que mais?

Obrigada!

Até!

Aulas…

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

A gente pode aprender sobre tudo todos os dias, basta estar vivo e atento. Atento, porque se não se der ao trabalho de prestar atenção aos detalhes tem chance de perder muita coisa. Sobretudo de deixar de viver muita coisa. Detalhe é tudo. Na vida e na cozinha.

Observar é a melhor maneira de aprender. Eu aprendi praticamente tudo observando. Fosse no imaginário, quando lia um livro de técnicas e observava a performance do meu subconsciente tentando reproduzir alguma. Às vezes com sucesso, noutras nem tanto. Fosse assistindo filmes, programas de TV e tudo mais o que fizesse a menor referência a cozinha. Assim aprendi a cortar, descascar, me posicionar na cozinha e até alguns trejeitos típicos de cozinheiros que acabei incorporando sei lá por quê.

Observo até hoje. Tudo, nada me escapa, porque num simples lícuri posso encontrar um mundo de possibilidades. Numa ferramenta que a princípio me pareceu assustadora como o Twitter, encontrei tantas! A vida proporciona isso, portanto estar vivo e feliz já é meio caminho andado.

Foi observando também, que descobri a imensa paixão que a Cilene Saorin – grande mestra cervejeira, que ontem esteve no RS harmonizando um jantar inesquecível com cervejas – tem pelo que faz. Ontem aprendi muito sobre cerveja e harmonização, tema que eu adoro, muito provavelmente por causa da minha veia alemã. Mas a verdade é que aprendi muito mais. Aprendi sobre paixão, entrega e felicidade. Achei que sabia muito sobre esse assunto por ser um hábito na minha vida. Mas nunca se sabe nada perto dos que fazem por amor. E essas aulas eu não quero perder jamais…

Até!

A emoção do Twitter…

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Outro dia contei aqui no blog que ainda estava engatinhando no Twitter. Realmente quem cai lá, seja quem já ouviu falar alguma coisa, seja quem não ouviu falar nada, fica zonzo. Olha para cima, olha para o lado, olha para baixo e não vê ninguém. Fala baixinho: “Oi…” Mais alto, quem sabe funcione: “Oiiiieeee!” Não funcionando a gente começa a imaginar que deve se comunicar em inglês, caso contrário ninguém irá nos ouvir: “Hello…” “Anyboody home?” E nada.

Assim a gente fica durante alguns dias, totalmente perdido e sem entender nada. Mas de repente alguma conexão se cria. Pessoas começam a pipocar de lá. De cá. Gente interessante começa a aparecer na sua frente respondendo àquele oi tímido que você disse lá atrás. E coisas começam a acontecer. Encontros, reencontros, troca de ideias, de opinião, acontecimentos interessantes e sobretudo, uma energia boa começa a fluir naquilo que passa a ser o seu lar dentro daquele universo, para os leigos: a sua página. Você diz alguma coisa e em instante aquilo está circulando por zilhões de caminhos, que podem levar a milhões de oportunidades e trilhões de possibilidades.

A comunicação é muito rápida. Tudo tem que ficar claro em 140 caracteres! A princípio a gente acha uma loucura, mas depois entende que não é necessário muito mais do que isso para se fazer entender. E até quem não é muito chegado a altas tecnologias, fornos combinados e termocirculares, consegue estabelecer uma comunicação rápida e precisa, meu caso. Eu só tenho tido boas impressões do Twitter. Mais do que isso, tenho adorado twittar! E como não poderia deixar de ser, tenho me emocionado com essa ferramenta. Bom, isso já era de se esperar de alguém que não suporta viver sem emoções…

Em pouco mais de um mês de twittadas, muita coisa bacana aconteceu. Como não daria para falar de todas elas, vou me ater só aos acontecimentos de hoje. Logo pela manhã recebi uma caixinha do correio, e olha que o pessoal lá do Twitter nem tem todo esse conhecimento a meu respeito para saber o quanto adoro receber caixinhas dos correios.

Rasguei o papel que cobria a caixinha com aquela ansiedade infantil e a encontrei, cuidadosamente embalada em papel de seda branco e barbante. Honestamente não tem nada que me emocione mais do que embrulhos com barbante. Acho tão humano, tão coisa de gente… Lá dentro encontrei um pano de prato – também adoro – que embrulhava com todo o cuidado dois saquinhos de flor de sal de Noirmoutier, um origami e um bilhetinho que explicava o porquê da intromissão. Intromissão? Isso é uma declaração de amor! E declarações de amor não se apresentam, simplesmente ocupam o lugar que é seu!

Como se não bastasse ainda recebi de bandeja o link para essa fábula dos tempos modernos:

E ainda tem gente que cisma em afirmar que esse tipo de ferramenta não tem envolvimento…

Até!

GastronoBeer 2009

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Eu adoro cervejas, sobretudo as artesanais. Aliás, não é novidade a minha predileção pelo artesanato… Conheci a Mestre Cervejeira Cilene Saorin www.cilenesaorin.com/, uma artesã das cervejas, no Harmonize, programa do GNT, que gravei outro dia em Sampa. Fiquei fascinada com o seu conhecimento e sua alegria ao falar sobre as possibilidades de harmonização da cerveja. Nada mais lindo do que a alegria de quem faz o que gosta. Não tem preço para isso, para outras coisas, existe Mastercard!

Voltei para o Rio e imediatamente comecei a trabalhar na nossa carta de cervejas que estava meio abandonada. Descobri um mundo de possibilidades e encantamento. Não contente com isso, ainda convidei a Cilene para vir ao Rio e dividir com a gente um pouquinho do seu magnífico conhecimento. Ela topou! Vai ser inesquecível…

Para ampliar, clique na imagem

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Até!

Sim Chef! Ou não…

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Uma das perguntas mais difíceis para mim, na ótima entrevista que saiu na Revista de Domingo do jornal O Globo na semana passada, foi sobre considerar ou não, o ofício de cozinheiro uma arte. Difícil. A rigor não é, por outro lado, é. Complexo, confuso, para se pensar.

Também proponho pensar na maneira como as escolas de gastronomia vendem esse “pacote de sonhos” para os seus alunos. Será que, além de todas as promessas, ainda vem de brinde a possibilidade de se tornar artista?

A verdade é que primeiro, antes de qualquer coisa, há que se tornar cozinheiro. Mas muitas vezes isso não fica bem claro. Para começar, a promessa é tornar-se “Chef”. Ora, mas Chef é um posto, nada mais do que isso. Acima de tudo numa cozinha somos todos cozinheiros. Um Chef sem uma cozinha para chefiar é um cozinheiro. Um Chef com uma cozinha para chefiar é um cozinheiro com mais responsabilidades. Simples. Essa é a primeira decepção, a descoberta de que a equação é assim tão simples. “Então investi tanto dinheiro para me tornar cozinheiro?”. Bem, para mim está valendo, estou feliz da vida.

A segunda decepção é o caminho natural: começar de baixo. Mas seria isso uma regra só na gastronomia? Certamente que não. Começar de baixo faz parte do jogo, da vida, dos sonhos. Mas será que no pacote que foi vendido a esses estudantes havia a promessa de pular essa etapa e, portanto, não vivenciar o sofrimento, tão necessário como ingrediente nessa receita, bem como nas grandes conquistas? Que banais seriam as vitórias sem ele.

Outro dia acordei e fui até a cozinha para tomar o meu café da manhã. Ao me aproximar senti um cheiro que não deixou dúvidas, me remeteu aos tempos difíceis. Era o molho de tomate da minha avó que me transportou direto para as madrugadas em Brasília, quando vendia o meu cachorro quente. O que seria de mim sem essa lembrança ora agradável, ora tão sofrida? Talvez alguém que não dá tanto valor a todas as conquistas, sejam elas as mais simples, como o brilho no olhar de um cliente, até as mais requintadas, como cozinhar para reis, rainhas, presidentes, artistas…

O que seria de mim se nenhuma porta tivesse sido arremessada na minha cara cada vez que bati nelas para pedir um simples estágio? O que seria de mim se tivesse realmente desistido no primeiro obstáculo, que foram tantos e me ensinaram tanto? O que seria da paixão pelo meu ofício se esse ofício não tivesse sido conquistado? Que triste eu seria se ele me tivesse sido oferecido em bandeja de prata. Será que não é esse o motivo pelo qual assisto diariamente diante dos meus olhos, sonhos serem esquartejados por jovens que tem tudo para chegar mais longe?

Talvez seja hora de parar. Talvez seja hora de repensar. Talvez seja hora de aceitar que, no fundo, todos nós temos uma parcela de responsabilidade nessa história.

Até!

Tanta, tanta, tanta!

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Tanta coisa boa…

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Tanta lição…

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Tanta gente boa…

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Tanta alegria…

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Tanta divisão…

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Tanta homenagem…

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Tanta pauleira…

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Tanta generosidade…

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Arroz de carreteiro do Jarbas…

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Tanta loucura e reencontro…

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Tanta saudade!

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Tanta vontade de começar tudo outra vez!

Até!

Tanto, tanto, tanto…

terça-feira, 8 de setembro de 2009

São tantas mídias, tanta informação, tanta alegria, tanto reencontro, tantos sabores, tantas lembranças, tanta farra, tanta adrenalina, tanta descoberta, tanta labuta, tanta busca, tantos horizontes…

Foto 1 08SET

Tanta vontade, tanta paciência e tanta falta dela! Tanto conhecimento, tanta constatação, tanta emoção, tanta fonte de aprendizado, tanta lição de vida, tanta vida. Quanta vida!

Foto 2 08SET

São tantos sonhos, tantos devaneios, tanta garra, tanta vontade, tanta luta e tanta surpresa, tanta saudade! Que saudade.

Foto 3 08SET

Os dias no Rio Grande do Sul foram grandiosos e inesquecíveis em todos os sentidos…

Até!

Deu pra ti!

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Deu pra ti!

Eu sei, eu sei, não existe maneira mais previsível de dizer que se está indo para Porto Alegre do que essa: “Deu pra ti, baixo astral, vou pra Porto Alegre tchau!”. Mas todo gaúcho que se preza adora. Não só o refrão como ir para a terrinha, como costumamos dizer.

A mostra ZH de Gastronomia www.clicrbs.com.br/especial/rs/mostragastronomia2009/ é um dos encontros mais importantes do país sobre o tema. Todos os anos eu tento ir, mas as agendas acabam não batendo. Esse ano fiz questão de reservar um lugarzinho com bastante antecedência para voltar à terrinha. É um encontro de alto nível onde não só o interesse do público é enorme, como a gente tem a chance de trocar uma figurinha com amigos de trabalho que pouco se encontram no dia a dia. É um evento de tirar o chapéu, de cozinheiro de preferência!

Sempre faço questão de frisar o quanto é emocionante falar de cozinha brasileira em solo brasileiro. Uma coisa é viajar com essa missão para fora do país, tem um gostinho incrível. Mas viajar com essa mesma missão aqui dentro tem sabor de mangarito!

Voltar a Porto Alegre para mim tem ainda muito mais emoção envolvida. Rever lugares, pessoas, costumes e guloseimas típicas! E mais do que isso, dividir o que tenho descoberto nas minhas pesquisas, cozinhar para aquele povo maravilhoso, tudo isso me deixa de altíssimo astral. Dessa vez o Kleiton e o Kledir que me desculpem, vou pra Porto Alegre e tchau… Mas de ótimo astral!

Minha agenda na terrinha:

Preparo um jantar no dia 4/9 às 21horas, cujo menu será:

Tartare de abóbora
Camarão em lâminas de chuchu e leite de amendoim
Costelinha de vitelo de leite assada em baixa temperatura “caseira”
Canelone de maçã em farinha de pistache

Ministro aula no dia 5 às 14hs, cujo tema será:
A moderna cozinha brasileira, e as receitas:

Quiabo defumado em camarão semicozido
Canelone de atum e tartare de chuchu
Ravióli de filé curado e marmelada de maxixe

E no meio disso pretendo encontrar um tempinho para uma farra ou outra, com os meus amigos do http://www.destemperados.com/

Até!