31 de julho de 2009

Os mangaritos chegaram!

Arquivado em: cozinha moderna brasileira — Roberta Sudbrack @ 17:20

Os mangaritos chegaram! Os mangaritos chegaram! Estão lá quietinhos repousando. Todos os dias vamos até onde eles estão, pegamos um, olhamos, cheiramos, cheiramos de novo, olhamos de novo, e vamos fazer outra coisa. Daqui a pouco voltamos, descascamos, cozinhamos, um pouco mais, uma pouco menos, e provamos. Sem sal, com sal, com açúcar, com manteiga – que delícia!

Mais tarde pegamos outro, limpamos a terra que os envolve e experimentamos cru, em lâminas, quadradinhos, pedaços e pedacinhos. Deixamos um pedaço em contato com o ar e depois de alguns minutos voltamos para observar as reações. Colocamos no céu da boca e esperamos alguns minutos antes de morder. Raspamos, assamos, douramos, cortamos, escovamos, lavamos, secamos e sonhamos!

Num desses movimentos, sim, essa pesquisa empírica, genuinamente brasileira, lembra de algum modo os movimentos da dança. Talvez porque envolva, apesar desse empirismo, boa dose de disciplina, reverência e conexão com a ciência. A ciência da vida, do mato, do caboclo, do sertão, das raízes, enfim, da cozinha brasileira. Uma ciência que está muito mais ligada aos métodos caseiros do “erro e acerto”, do que com qualquer outro. Da observação, da tentativa, da busca pela compreensão que tantas vezes pode estar escondida nas profundezas de uma raiz. Numa casca, uma semente ou numa gelatina natural.

Num desses movimentos avistamos algo viscoso que se movia do mangarito até a faca que o cortava e voltava. Repetimos o movimento e lá estava ela, uma boa dose de gelatina. Certamente no interior, no sertão, lá no mato, conhecida como a renegada baba. Gelatina ou baba? Pouco importa, ali está a chave para alguma porta que possivelmente levará a um caminho nunca antes percorrido. Ou não. Mas assim nós vamos, caminhando, sonhando e dançando conforme o ritmo que a natureza nos propõe. E o que formos descobrindo poderá no mínimo ajudar a desvendar alguns mistérios ou até a escrever uma nova página nessa linda história de cozinha.

Até!

29 de julho de 2009

Cozimentos… ainda os assados, modernos pero no mucho… Parte III

Arquivado em: cozinha moderna brasileira — Tags:, , — Roberta Sudbrack @ 18:22

Partindo da tormenta anterior, o que mais me assusta é o fato de alguns estudantes hoje em dia já saírem da universidade com uma única ideia, uma única possibilidade ou solução para algumas coisas. No quesito cozimento, o vácuo parece ser uma unanimidade. Nada me apavorou tanto quanto o dia em que recebi um estudante de gastronomia no meu restaurante para jantar e no final, aparentemente maravilhado com a textura do ossobuco de vitelo, ele sentenciou: “só pode ter sido preparado no vácuo.”

Eu deveria ter respondido: “Como assim? Desde quando a maciez está sentenciada a uma só forma de preparo? Quem foi que te ensinou isso?”. Mas, como meu avô sempre me ensinou, existem situações e situações. Preferi então sorrir e dizer: “Nesse aspecto eu sou mais antiga”. E me retirar parecendo uma velhinha ultrapassada. Ainda hoje posso rever o semblante dele me olhando perplexo, confuso, praticamente a vácuo.

Volto a dizer, não sou contra a evolução. Desde que ela seja coerente e não venha impregnada com a síndrome da verdade absoluta. Pensar é fundamental. Experimentar também, todas as formas, todas as possibilidades, se apropriar do conhecimento, para só então decidir o melhor caminho. A melhor maneira de expressar esse sentimento que está diretamente ligado ao ato de cozinhar.

Foi assim que outro dia vivenciei uma das cenas mais emocionantes da minha vida. Tão moderna, mas nem tanto. Entrei na cozinha para tomar um cafezinho fora de hora e encontrei a minha avó trocando ideias com a Renata. As duas estavam assando sobrecoxas de frango, ou como nós costumamos chamar mais poeticamente no Rio Grande do Sul, o “Santo Antônio”. Haviam assado primeiro no forno grande numa travessa, tampadas com papel alumínio por um bom tempo em temperatura bem baixa. Naquele momento a minha avó dava instruções – a Chef! – para que a Renata aquecesse o forninho – aquele que a gente usa para fazer torradas e misto quente expresso na madrugada – e passasse então as sobrecoxas para lá. Perguntei o porquê daquele ritual e minha avó me respondeu: “Ora, porque no forno baixo ela vai assar devagarzinho até ficar bem tenra e depois no forninho a pele vai ficar bem dourada e crocante.”

Sorri por dentro e por fora. Estava diante de mim a prova de que o pensamento é fundamental e tem o seu lugar garantido na história. Na minha, na sua e na da gastronomia. Agora, como cada um vai decidir como será o seu assado, é outra história.

Até!

28 de julho de 2009

Cozimentos… Mais precisamente os assados… Parte II

Arquivado em: cozinha moderna brasileira — Roberta Sudbrack @ 17:48

Chamei de “pseudo-desaparecimento” o sumiço dos assados dos menus de muitos restaurantes, porque algumas vezes, o que se apresenta como um assado, em minha opinião não é bem isso. É aí que entra a minha resistência ao hoje tão idolatrado cozimento a vácuo. Assado em minha opinião começa no forno e termina no forno. Pode começar em fogo mais brando e terminar em fogo mais alto. Pode ser o contrário também. Pode estar totalmente selado com papel alumínio, ou outra coisa, justamente para criar um vapor concentrado e constante, que sabemos, auxilia a busca pela maciez. Pode. Mas não pode começar dentro de um saco plástico, mergulhado em água quente e terminar na salamandra. Para ser tratado como assado, não pode. Para ser tratado como algo macio, até pode. Mas veja lá a diferença entre “algo macio” e um bom assado…

Veja bem, não é que eu seja ranzinza ou não esteja aberta a mudanças. Não é que eu não enxergue também a grande contribuição dessa técnica para as grandes cozinhas, refeitórios, caterings e etc. No armazenamento e até em alguns tipos de cozimento. Mas nos assados… Eu simplesmente só consigo enxergar um assado com os olhos dos “assadores”, aqueles indivíduos tão fundamentais nas cozinhas de Antonin Carême e Cia.

Não sou contra o pensamento, o questionamento e até as rupturas quando se mostram necessárias. Muito pelo contrário. Acho que refletir é adicionar modernidade na medida certa a uma gastronomia que está em plena evolução. Mas não posso concordar com a ideia de que a solução esteja tão somente ligada ao uso de mais tecnologia nas cozinhas. Ou que a evolução de uma cozinha sem ela não seja razoável e absolutamente possível.

Primeiro porque acredito que a cozinha, sobretudo a brasileira, tem uma conexão extremamente forte com a tradição. Com o cheirinho de defumado que o fogão a lenha insinua, com o gosto marcante que se concentra no fundo de uma panela de barro ou de ferro. E com a caramelização tão necessária aos assados e a vida.

Além disso, não me agrada nem um pouco a idéia de padronização. Cada cozinha tem o seu cheiro, seu jeito, seus métodos e seu tão poético “modus operandi”. Imaginar que execuções que variam justamente porque estamos falando de ingredientes, maneiras e possibilidades tão diferentes, possam, de uma hora para outra, se tornar absolutamente previsíveis, a ponto de termos certeza que ponto de cocção estará sempre correto, me assusta profundamente. Mais do que isso, me atormenta!

A continuar…

Até!

27 de julho de 2009

Cozimentos…Parte I

Arquivado em: cozinha moderna brasileira — Roberta Sudbrack @ 20:12

Resolvi dividir esse post em partes porque tenho certeza de que ele vai dar o que falar. Essa é apenas a parte I, então antes que comecem a chover as ponderações, ou até as discussões, sugiro aguardar a parte das conclusões, para só então começar a bombardear essa humilde cozinheira repleta de convicções. Ficou quase poético, não?

Cozimento é cozimento desde que inventaram o fogo. Antes dele também, porque não podemos esquecer que existem os cozimentos a frio, aqueles que derivam da ação de um ácido, do sal e outras reações. Mas, no momento, vamos nos concentrar nos cozimentos que, pelo menos aparentemente, prescindem de fogo.

Pode ser mais lento, o que a gente costuma qualificar como cozimento de dentro para fora. Também pode ser mais agressivo, esse a gente chama de cozimento de fora para dentro. Esse se utiliza sempre de um calor muito intenso e constante por pouco tempo. O objetivo é selar o lado de fora e prender dentro o máximo de suculência e umidade possível num processo muito rápido. O primeiro, o lento, normalmente é feito numa temperatura muito baixa e sem grandes variações, durante um longo tempo. Aí mora a grande dificuldade de encontrar o equilíbrio entre a maciez e a perda de volume e umidade.

É difícil, eu sei. Minha avó sabe. Os cozinheiros, desde os tempos de Antonin Carême, também sabem. Não é a toa que naquele tempo existia inclusive uma figura chamada “assador”, tamanha a importância dessa técnica numa cozinha. Difícil sim, impossível não. Tenho ouvido certas declarações contundentes a favor do cozimento a vácuo ultimamente. Respeito algumas e discordo fervorosamente de outras.

Não posso, por exemplo, concordar com o discurso de que a salvação da cozinha moderna esteja nas mãos do cozimento a vácuo, e não nas mãos dos próprios cozinheiros. Concordo que a técnica de cozimento, sobretudo a dos assados requer uma precisão e uma perícia que é para poucos. Os assados… O nome já diz tudo. Em quantos restaurantes hoje em dia encontramos ofertas de assados diariamente? Não estou falando de churrascaria, claro. Talvez essa falta de oferta possa ilustrar a complexidade que envolve a técnica. E quem sabe até o porquê do seu pseudo-desaparecimento.

Pseudo-desaparecimento? Ah, isso é assunto para a parte II…

Até!

25 de julho de 2009

Promessas…

Arquivado em: Cotidiano — Roberta Sudbrack @ 13:35

Para tentar cumprir a promessa de voltar a escrever diariamente, o que, diga-se de passagem, é uma grande loucura! Quem foi que prometeu isso mesmo? Pensem bem, como é que eu vou dar conta de uma equipe carente e dependente, um cachorro dominador, uma assessoria feroz, clientes esfomeados e ainda escrever todos os dias?

A malhação já está atrasada. Minha personal trainer nem atende mais os meus telefonemas. O livro novo está no forno, mas à baixa temperatura, caseira, claro! Nada de cozimentos a vácuo. Os armários continuam uma bagunça, mas a gaveta de facas está impecável! A coleção 2009 saiu e anda dando o que falar, destaque para o consommé de chocolate amargo, pele de leite e rapadura. E ao lagostim em lâminas de chuchu e leite de amendoim, claro, que já virou patrimônio cultural da casinha laranja à beira do canal.

E agora estamos de cozinha nova por aqui. É verdade que não foi todo mundo que conseguiu nos localizar ainda. Outro dia recebi um amável telefonema com um pedido de socorro de uma amiga que mora em Bucareste, a Sônia, porque não conseguia nos achar de jeito nenhum. Aliás, fala aí Sônia, cai logo nessa panela! Ainda assim, meio incógnitos, andamos estremecendo as estruturas dos comentários.

Diante de tanta energia concentrada como é que eu vou deixar de cumprir essa enlouquecida promessa de escrever mais? Mesmo quando desanimo ainda existe a possibilidade de desabafar. Quem pode querer mais?

Até!

23 de julho de 2009

A batalha

Arquivado em: Cotidiano — Tags:, , — Roberta Sudbrack @ 18:01

Batalhar é palavra que deveria ser considerada brasileira. Não há brasileiro que não conheça o seu real e genuíno significado. Não é todo mundo que sabe, mas já vendi cachorro quente numa carrocinha pelas ruas de Brasília. Não vou dizer que foram tempos glamorosos ou que fazem parte de um conto de fadas. Nada disso, foi uma pauleira desgraçada. Uma batalha diária. Passei anos sem poder enxergar ou sentir o cheiro de cachorro quente. Hoje em dia troco muita iguaria, por um bem preparado, com o molho de tomates da minha avó de preferência. Que, aliás, foi quem preparou religiosamente, todos os dias, o molho do “Canil quente & Cia”, nome da minha carrocinha!

O curioso é que, ao contrário do que muitos possam imaginar, a batalha continua. Alguns degraus foram deixados para trás, sempre inundados de suor, mas foram. Outros ainda me olham de cima e nem sempre tenho muita certeza se estão sorrindo à minha espera, ou rindo da minha cara. Tem horas que bate o cansaço. Os olhos inevitavelmente ficam mareados. As pernas ficam bambas e a gente chega a duvidar se terá forças para encarar mais degraus. Ou pelo menos atingir alguns para tirar a dúvida se os pestinhas estavam rindo ou sorrindo para nós.

Quantos degraus ainda restarão pela frente? Muitos. Infinitos. Eles simplesmente não terminam. Deve ser porque os sonhos sem eles são reduzidos a simples utopias. E isso os sonhadores não admitem.

Até!

22 de julho de 2009

Copiar ou referenciar?

Arquivado em: Cotidiano — Tags: — Roberta Sudbrack @ 18:06

Não resisti ao entrar hoje no blog da Roberta Malta – que tem um link aí ao lado e é um dos meus favoritos – e dar de cara com uma das fotos que mais adoro! Beta, me perdoe, mas tive que te copiar. Ou seria me influenciar pelo seu bom gosto?

dama_e_vagabundo

Será que essa história de cópia na verdade muitas vezes não está mesmo ligada a uma referência? Uma influência?

É claro que não é agradável abrir o cardápio de um restaurante e dar de cara com um prato seu. Não é, e não adianta me dizer o contrário. Mas com o passar do tempo a gente vai chegando à conclusão de que copiar é fácil e banal. Agora referenciar, é para poucos. Valeu Beta!

Até!

21 de julho de 2009

São tantas emoções…

Arquivado em: cozinha moderna brasileira — Tags:, — Roberta Sudbrack @ 18:28

A cada dia a natureza reserva uma surpresa diferente. Basta estarmos atentos e dispostos a tirar disso o melhor proveito. Trabalhar com o que a natureza me presenteia diariamente sempre foi um ponto inegociável para mim. Não posso me imaginar ligando para o pescador e dizendo: “Olha, hoje eu quero pargo!” Como assim? E se o mar não quiser te dar pargo hoje?

Prefiro ligar e dizer: “O que mar trouxe hoje?” Me parece mais condizente com a minha filosofia de trabalho, me mover conforme o balanço do mar. Respeitar as suas manias e vontades. Adequar-me às suas idiossincrasias! Não teimar com elas nunca!

Nessa caminhada de respeito e reverência acabo me deparando com cada tesouro…Fazia tempo que não chegava do mar a notícia de que teríamos cherne de gralha amarela. É uma espécie de cherne mais rara, de carne muito branca, adocicada e maravilhosamente entremeada de gordura. Uma iguaria. Talvez quem frequente o meu restaurante não tenha tido a chance de degustar esse peixe muitas vezes, tamanha é a dificuldade de encontrá-lo. Mas certamente quem teve essa raríssima chance deve se lembrar, porque é de uma delicadeza incomum.

Hoje recebi a notícia de que o peixe que teríamos para o jantar seria esse. É tão emocionante saber que teremos a oportunidade de trabalhar com uma carne tão especial! Fico imaginando a expectativa da minha equipe para saber quem será o sortudo que irá trabalhar na praça do peixe hoje? Também fico emocionada de pensar que serviremos uma iguaria tão singular para os nossos clientes simplesmente porque permitimos nos guiar pela natureza. Logo, ela nos presenteia com uma coisa dessas…

São tantas emoções…Essa semana também recebo a minha primeira remessa de mangarito. A minha expectativa é a mesma de uma criança que acha que vai ganhar uma bicicleta, mas ainda não tem tanta certeza disso. Então sonha uma noite atrás da outra com a dita cuja. Qual será a cor? O modelo? Que dia vai chegar? Será que vai chegar?

O Rei tem razão, são tantas emoções…

Até!

20 de julho de 2009

Dia do amigo?

Arquivado em: Cotidiano — Tags: — Roberta Sudbrack @ 18:30

Mas que coisa mais estranha. Amigo não é para todas as horas? Na cozinha somos amigos até debaixo d´água. E nas tempestades também! Quando a coisa aperta e você não tem certeza do que vai acontecer, mas sabe que precisa reverter seja lá o que for, nada melhor do que ter amigos em quem se apoiar. Nenhuma outra hipótese nesse caso poderá te salvar. Não há botes salva vidas e muito menos coletes à sua disposição.

E, afinal, quem é esse tal de Chef sem a sua equipe? Eu sempre escolho a minha equipe pelo jeito de andar de cada um e pelo olhar. Não adianta chegar com um currículo recheado de experiências e coisas mais. Em nada me impressiona. No primeiro contato o que me importa é olhar nos olhos. No segundo observar como o seu corpo desajeitado – nos primeiros dias todos são! – se move pela cozinha. É a partir desses dois aspectos aparentemente pouco importantes que passo a enxergar, ou não, o potencial de cada um.

Depois disso vem a convivência, a troca, a intimidade, a naturalidade e inevitavelmente a amizade. Tenho uma relação muito próxima com a minha equipe, seria impossível dividir o espaço sagrado da cozinha se não fosse assim. Sei que existem cozinhas que são diferentes e funcionam muito bem, obrigada. Mas isso depende do grau de envolvimento de cada um e na panela dos outros, amigos ou não, eu não meto a colher!

De qualquer maneira, acho muito estranha essa história de dia do amigo. Quero os meus todos os dias, dentro e fora da cozinha, sem precisar de um dia para lembrar o quanto são importantes e imprescindíveis na minha vida. Porque cozinhar e fazer amigos são coisas muito parecidas e justamente por isso, para todos os dias!

Até!

17 de julho de 2009

Por falar em encontros…

Arquivado em: Sem categoria — Roberta Sudbrack @ 15:28

Sejam para debater, sorrir, discordar, dividir uma mesa, discutir ou brindar, são sempre importantes e agregadores. Há sempre espaço para mais um. Foi essa a sensação que ficou ontem depois de nos despedirmos em frente ao lendário Aconchego Carioca, na praça da Bandeira.

Cada um pegou o seu rumo, a sua estrada, e seguiu o seu caminho. Mas como evitar a saudade que já se sente? A ideia de que poderia ter durado mais? As lembranças e sensações que ainda pairam na mente, na boca, no ar?

O reencontro. Os novos. Os muito antigos! Os desconhecidos. Os idolatrados! Os tímidos. Os falantes. Os polêmicos. Os sumidos. Todos eles. Todas as sensações, os olhares, a pulsação dos corações. Toda a alegria do encontro concentrada num só sabor: o da expectativa.

A expectativa do reencontrar! Quando será? Quando a vida e o universo conspirarão a favor disso novamente? Quando estaremos tão próximos a ponto de tocar um ao outro de novo? Quando as gargalhadas, essa música do encontro, voltarão a ser ouvidas?

Seja lá quando for que ela possa continuar tocando em nossas mentes, enquanto esse dia ainda não vem.

Até!

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